Onde começa a mordida?

Em uma de nossas tardes, planejamos uma visita especial da diretora Karine à sala do Infantil 2. O objetivo inicial foi conversar com os pequenos para escutar o que eles já sabiam sobre o assunto. Ao ser questionada sobre a função da boca, a turma logo respondeu o que esperávamos: “comer o lanchinho”, “mandar beijo” e “falar”.

Na sequência, a diretora explicou, de forma lúdica, que tudo o que fazemos nasce primeiro de um pensamento em nossa mente. Ela apontou para a cabeça e mostrou que, antes de agir, um pensamento surge ali, mas que cabe a cada um decidir
se deve ou não colocá-lo em prática. Aos poucos, as crianças foram participando e partilhando suas próprias compreensões.

Para tornar esse aprendizado ainda mais concreto e significativo, a diretora Karine surpreendeu a todos ao trazer deliciosos bolinhos, lembrando aos pequenos que a boca serve para saborear momentos como aquele.

Atividades como essa demonstram que as crianças são capazes de compreender limites e combinados quando estimuladas por meio de vivências reais e afetivas, mas principalmente quando vão em busca das causas das suas atitudes.

“A mente da criança é terra virgem e fértil. Constitui, pois, não só uma necessidade, mas também uma obrigação moral e racional indeclinável, contribuir para que germinem, nos pequenos mas fecundos campos mentais da criança, sementes ótimas, sementes que contenham em possibilidade de manifestação os recursos que a inteligência do homem necessita para emancipar-se de toda pressão estranha a seu pensar e sentir, e para vencer as dificuldades que há de enfrentar no curso da vida.”

Pedagogia Logosófica